O fantasma da falta d’água assusta o Estado do Rio de Janeiro

(Publicado em outubro, ainda na primavera)

São Paulo vive a pior crise de abastecimento de água da sua história. O sistema Cantareira, que abastece a capital, já está usando o chamado volume morto e restam apenas 4% de sua capacidade. Se não chover, o colapso no abastecimento será total. E quem consegue sobreviver sem água?

O Rio de Janeiro poderá passar pela mesma crise de falta de água, segundo o Governador Luiz Fernando Pezão, caso não chova nos próximos 30 dias. O sistema de Ribeirão das Lajes garante, em caso de necessidade, água para a população carioca durante 30 dias. Atuaria como uma caixa reserva.

Municípios do Estado do Rio já estão sofrendo com a falta d’água devido à redução da vazão do rio Paraíba do Sul para suprir as necessidades de cidades paulistas. São mais de 12 milhões de fluminenses atingidos diretamente. Barra do Piraí e São João da Barra são municípios que já ocupam os noticiários.

Pipa dágua - Foto de Paulo TeixeiraNosso condomínio está localizado em área sensível, que passa por crescimento acelerado sem que tenha havido ampliação na rede de abastecimento da CEDAE. Além disso, são cinco blocos de apartamentos e uma piscina abastecidos por um único hidrômetro, o que reduz consideravelmente a quantidade de metros cúbicos de água que recebemos a cada minuto. Isso faz com que soframos sempre que há alguma redução no fornecimento pela CEDAE.

Para agravar, o calor chegou. De outubro a abril as temperaturas poderão chegar a 40º ou mais. Serão seis meses em que o consumo de água tende a aumentar consideravelmente, principalmente com a chegada das férias escolares.

Resta ao morador fazer a sua parte, evitando o desperdício. A água das cisternas é limitada e acaba rapidamente quando não há reposição. Então, somente a economia pode evitar que tenhamos que recorrer a carros-pipa caríssimos e cada vez mais difíceis de contratar.

Cidades que dependem das águas do Rio Paraíba do Sul já sofrem com a queda no nível das águas, dois metros abaixo do normal. Na foz, durante a maré cheia, as águas do mar invadem o rio, impedindo a coleta de água pela CEDAE. Com as bombas desligadas, a água já começa a faltar. As imagens divulgadas pelo Jornal Nacional, da TV Globo, retratam a dimensão do problema.

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