Vivendo e convivendo

Se viver já é complicado,  conviver é muito mais difícil, principalmente quando dividimos o mesmo espaço físico com algumas centenas de pessoas. Cada um de nós tem suas preferências, seus gostos e desgostos, suas manias e necessidades pessoais. Saber respeitar as diferenças de cada um é a fórmula do bem-viver.

A música, por exemplo, é um remédio. O silêncio também é. Tratam, principalmente, da nossa mente, com reflexos imediatos para o corpo físico. Como qualquer remédio, precisam ser ministrados corretamente e na dose certa. Um remédio errado, seja na dose, seja no conteúdo, causa mais danos do que cura.

Sem querer fazer um discurso daqueles que o Pedro Bial costuma fazer, vamos direto ao assunto: cada um tem o direito de escolher o que deseja ouvir e quando quer fazê-lo. Há quem ame Rock e o ouça diariamente, no volume máximo do equipamento de som, desde o amanhecer até altas horas. Outros, preferem música clássica, em volume normal para não ferir os ouvidos seus e dos outros. Há quem não goste de nada disso e prefira ler um livro ou assistir televisão. E por aí vai.

Nossos pais já diziam que o direito de um acaba quando começa o direito do outro. Isso vale para qualquer horário e local. Tem que prevalecer a lei do bom senso e de saber conviver e respeitar o semelhante.

Poderíamos enumerar os malefícios à saúde que um som alto pode causar. Além de problemas auditivos, há o estresse causado por ser incomodado e contrariado, principalmente se isso acontece diariamente, durante muitas horas seguidas. Sabemos que determinadas frequências vibratórias, as mais graves, podem até derrubar construções sólidas.

Em nome da boa convivência e respeito ao vizinho, vamos reduzir o volume do som que gostamos de ouvir. Quem sabe, neste momento, há alguém estudando, precisando se concentrar naquilo que faz, tendo uma conversa séria com seu médico ou descansando após uma jornada noturna de trabalho.

Pense nisso!